19.12.10

ela que passará - a guie

guia que te olha,
que te água.
no ar, desmancha-se.
ao resplandecer, te molha.
observa distante, feito águia.
descansa.
renova ao secar teu corpo,
forte, objetiva seus instintos.
age, apenas existe. tão sábia...
novamente acorda em seu recinto,
sente pulsando suas asas,
simboliza um anjo, inconsciente.
talvez ingênua, pura,
cura-se junto as nuvens que, opacas, se formam.
até então dissolver-se e tornar... fugitiva.
como se nada fosse, viera a ser.
impassivamente recebe. lentamente consegue.
certeira alcança. demonstra, têm.
tenta com impulsos.
do simples, ao transitório.
em mais um daquele repetido ato de ver...
era como o seu último que breve virá.

eRr a dDo

o desconhecido deixam entrar.
aquele que o enfrentou,
mostrou seus olhos, seus dentes,
suas verdades...
é temido. proibido. banido.
excluido do teu caminhar.
é uma pena...
irá voar em outros campos,
longe de ti.
em outros corações vai explorar.
antes que possa fechar este sentir,
ao tornar-se por ti mesmo, pois, banalizado.

27.10.10

moi´cidade

pele.
ruído,
cinza poluido.
multicores, muita gente, caos.
falas, risadas, explicações, repetição.
afobação, trabalho. comunidade.
pressa, fixação, vício, indícios, metades, conheça.
textura, droga, tinta, tela, tento, experimento.
telefonema. algema. radar. andar longe, cimento.
saudosa continuidade.

13.10.10

silêncio exterior, infindável barulho interior.

a música foi pausada.
o rúido do despertador faz com que o tempo soe exato,
duplicado, acelerado, quebrado... infinito.
contraditório, parece estar ainda parado.
repete tais sons como se estivessem iguais a cada segundo.
parada. refletida. denotada.
continua.

há demasiado espaços a se conhecer...
tantos lugares, linguajares, costumes, ideais...
gostos... desgostos.
tantas pessoas, atitudes, especificidades...
verbos.
tanto,
que me falha a palavra.
me falta a explicação.
algo que resta a divindade,
ao que chamam de destino.


por mais que aparente a alegria de tanto sonhar,
a expontâneidade de sentir e dizer, pareço boba.
pareço pequena.
mas esta imensidão tão profunda me aperta, me estraçalha,
me segura por dentro.
ninguém vê o quanto carrego e peso ao fundo...
observando tantos sofreres estendidos, cotidianos, mundanos,
me escondo na esperança indefesa...
espera ilusória, diz a razão da utopia. se distrae...
para quem sabe, quando encontrar equilibradas respostas,
simplesmente uma oportunidade certeira,
seguirei até o final,
só assim... mesmo que do meu modo, mesmo que em partes,
conhecerei este mundo que ainda irei ter.

10.10.10

cacofania abstrata

a ansiedade tomou conta
a expontâneidade ajudou pronta
a velha preguiça tão tonta, acorda
se desfaz, se desmancha,
meio torta pela noite, correm lágrimas,
evaporam.
transitoriamente distorcem-te.
a refazem.
modifica, ampliando percepções.
solidifica tal sentir recíproco,
ressignicando su'alma.
(...)
mal
dita
tecnologia!
agiliza porém regride
o nosso pensar
ah...
vai passar.

1.10.10

despetalado castelo

ela e ele.
elo.
cor.
de um corpo.
é amassado.
enfatizado.
inefável.
a parte, o original.
filtro.
concreto.
nebuloso.
minucioso ser.
a procura de. levando com.
acreditando em. tentando para.
querer. ir.
areia.
mulher.

21.9.10

(des) a parecer

sobrevivem.
mortos-vivos, já é tarde... diz a consciência.
arrastam, cedem...
feito sede que não passa,
ferida que não cura.
tempo que não se sente.
descansos insuficientes, recorrentes.
ao vício cíclico, orgulhoso, gorduroso,
escorregam, sem conseguir os olhos fechar...
à leveza, à compreensão natural.
se prendem ao artificial, para denovo recomeçar,
a esquecer.

13.9.10

ro ti nei ra

ando assim meio avoada
que o acaso toma conta do meu coração.

9.9.10

penso logo insisto

disseram-me que crenças nos seguram, bloqueiam.
porém refletem a quem realmente queremos ser.

pois acreditar é preciso, sonhar inclusive...
o problema é idealizar. a questão é o equilibrio:
é buscar terras.
efetivar gostos, pontos,
é reconhecer. resplandecer.

o céu e a terra existem. são inseparáveis.
mesmo estando um contra o outro, opostamente.
já o caminho é o meio.






diga o que pensas, descubrirei quem és.

6.9.10

voltou a estranheza a rodear
a unica continuidade em mim
insistem em quebrá-la
proibi-la
a-segurar
.

aargh

o direito de estar errada

não existem meio termos
os erros só fortalecem
ofensas e defeitos vistos em primeiro plano
apesar de todos os sofrimentos e revelias, rebeldias
estou do lado deles.
resto eu aqui, a princesa ovelha negra
a estrela que tenta mostrar sua força quando querem diminui-la,
nesta grandiosidade maldosa.
o que me importa é ir em busca de bases para minhas asas
criar um ninho longe daqui.
familia, ninguém escolhe. enfrenta, aguenta, aprende no amor e na dor
de pais e filhos:
a eterna briga imcompreendida.

3.9.10

desabafe-se

quem foi que disse que pra estar completo deve se estar seguro?
que estar amando é estar calmo e plenamente decidido. creio que não.
erre, caia. aprenda.
estar centrado é guardar sentimentos ao invés de jogá-los aos ventos, aos momentos?
apesar da multidão acelerada, perdida, elétrica, sorridente e distante,
alegra-se no fundo de sua imcompreensão.
ser otimista difere-se de ser ingênuo, hipócrita. acorda! fraqueza.
mudou o rumo. testou.
questiona como seres submetem-se ao ridiculo, ao comando alheio e robotizado.
que "glamour" é este que dizem e tanto afirmam buscar?
mas a vida apenas começou a se encaixar... talvez faltam muitas peças para serem encontradas. ou talvez a humanidade faz questão de deixá-las esquecidas, deixa-las encrustadas na superfície transparente, onde todos pisam, indiferentes. deixam também de enxergar a sua sensibilidade.
a justiça está as avessas, escondem e transparecem o esperado,
o conforto entortado.
paciência, incompetência. os atos são pagos por outros, normalmente por desafortunados.
(...)
nasce uma fome insaciável por cultura infinita... esquece o que é ter saudade. conversa, concorda. a beleza da renovação faz tolerar-se o inaceitável,
para criar soluções melhores, mais coloridas,
mais verdadeiras quando feitas com o coração.
fala demais.
ainda há tempo, espere...apenas quer.
o cansaço é somente físico então.
vai de encontro de seu ninho, mesmo que sozinho, aconchega-se.
mais um tempo para decisões, enfrentamentos, curtições, continuações, conhecimentos...
porque ninguém sai impune desta batalha.
admira pois... os poucos que levemente voam,
aqueles que deixam de lado o próprio orgulho.
falha, raro, fogo aceso feito palha.
aquece, desmancha, encendeia, pensativa permanece. atordoa.
plenitude, ela diz. concretude.
do tanto fez-se encanto, uma força que precisa resplandecer adiante, constante, radiante, tocante, cambiante.
deveria organizar tais contos, tais rimas, tal aperto para algo maior,
algo de reconhecimento, retorno crescente.
assim,
momentâneamente sorri por dentro: é quando sente-se feliz de fato,
sem nada dizer.
sonhando no onírico porém tão real, feito um eterno instante.
balançando assim nas sombras e nas luzes,
dos objetos detalhados, dos seres inquietos, e daqueles já estagnados.
olhares de uma criança a se questionar. de uma indignação jovem, ou adulta. antiga.
nos andares e nas paisagens conhecidas, reconhecidas, desconhecidas...
miragens tornando-se meras e mais novas lembranças.

2.9.10

verbaliz

atualizou.imaginou.confiaram.pressionou.esperando.enrola.pensa.
arde.canso.desiste.sentem.viajam.saem.voltam.ouve.lembra.esquece.
dói.aguenta.falam.ignoram.ligam.fica.digita.responsabiliza.
precisa.para.continua.aperta.levanta.anda.vem.deita.chega.
faz.finaliza.
despede.
vivem.

30.8.10

sentindo estar
no modo stand - by


deixa-se ir então, vai

23.8.10

parque

se fazia...
onde a naturalidade e só...
se aflora, desagua, vive.
refletidos ao sol,
aos animais com suas derivações.
a simplicidade aglomerada,
agrupados se misturam numa bela fotografia.
são amores tão familiares,
pelo ar prosseguem;

se esvão em mais um poer do dia.

2.8.10

hey sis

-ter
sinta
sim
tema

sistema.

29.7.10

aleatória despedida

vem,
me dá um tempo.
para o recomeço, aprofundado.
centrado.
a efetivar-se, lento.
calma e mente.

acontecerá.
dedicatória a si, cem por cento.

pensando nos que pensam em ti.
aos que tem afeição, coração, vontade de.
ir.
ser.
des-cansar e re-novar
ares
mares
males
que vieram e se vão para o bem.
atémais,ver.

23.7.10

per'am ore?

ao copo de amarula
ao lembrar do vento no rosto
ao doce gosto de um sentimento amargo
do desespero ao orgulho
a vontade e a saudade do que não teve
encruzilhada
aventura


na estrada.

21.7.10

lástima

...na verdade apenas iria lutar por outra vida,
mesmo que sofrida,
única. é algo que se forçará a mudar e conhecer.
mesmo que por pouco tempo, que seja pleno.
ah,não importa mais ser.
o conforto é algo em segundo plano, consequente.
chega de cegar-se pelos olhos de outros
o sonhar é muito maior que teu corpo pequeno.

20.7.10

but u don't know the truth

after all these years
forget about it the trouble times...


[*]

that was just a dream
try, cry, why, try...

oh no I said too much... but I haven't said enough.

18.7.10

deixe que pensem...

assim meio que sem notar já estava contigo sorrindo.





por você...


voltei a me amar novamente.


(:

15.7.10


ofuscando na escuridão cinzenta, vejo cores raras
sinceridade em perceber que não acredito nestas aparências
um exagero consumista quer fazer parte, de algo desagradável,
me insistem para ajudar e entrar,
mas instintivamente fujo e reprimo isto tudo...
para estar contra um sentimento puro, sonho em responsabilizar junto comigo.
tão bonito, intenso, forte, também tão errado e lento de se concretizar...
são tantas guerras interiores, me fazem querer ainda mais uma chance de arriscar
de ir longe do conhecido.
mas vem o temporal, como um trânsito que tende a parar.
feito uma chuva que desanima e instiga para correr dela,
e ao mesmo tempo apreciar, sentir-se viva e revigorada..
depois de ter re-aquecido sua alma.

14.7.10

(im)
paciência

é dizer demais que está sufocada
em seu habitat desespera-se


deverá praticar extremos para sair do infeliz meio-termo

dê licença, vai retirar-se em seu refúgio

sabe que querem o seu bem, mal sabem eles que isto requer distância.

12.7.10

a sulfite

uma folha solta, avulsa
pequena em vista a tantas outras tecnicamente, iguais
se difere apesar de pertencer a seu monte.
por tanto que tente fazer o seu papel,
uma utilidade sob o resto
para outros a verem, usem, esqueçam...
ver o que desejam, menos o que ela realmente fez
ou gostaria de ser.
está em branco, aos poucos, a ser preenchida espera.
colocada aonde sente-se bem, arrisca-se.
insiste em rabiscos que poucos se permitem leem.
procura o incerto, complexidade de concretudes,
o íntimo se perde ao óbvio de se acessar.
nem a ela mesma. só cumpre funções, atos.
possíveis de seu alcance. pois, ainda tem poucas continuações
semelhantes para de fato acompanhá-la.
os fios, grampos, capas.. foram rompidas, partidas.
desconfia de suas proprias bases. porém é o que se tornou, por tal motivo.
já seu interior está longe, precisa ser alcançado com esforço...
para deixar de submeter aos resquícios.
prefere ser dobrada, para poder levemente voar.

6.7.10

não olham-na dançar

escondem a verdade.
os que estam de fora são os mais verdadeiros.











e a realidade denovo se modificou.

1.7.10

materialidades não fazem mais sentido
nem mesmo culturais.
a preparação é curta.
mistérios... inconformismo.
arrependimentos e enfrentamentos.
por mais voltas, proveitos e devaneios em vão
as perspectivas já são outras.
desconfiam
desacreditam
fazem sentir-se errada
incapaz, diminuida, ela nos passa insegurança!
passou e não aconteceu.
a realidade te aperta.
por mais que se preocupem
sinta feliz ao menos pelo o que teve
oportunidades boas, confessa
mas ainda sua alma está inquieta
apertada, amassada dentro de um cubo...
é...aquela viagem parece a alternativa melhor
fugir nem que seja por pouco tempo
me leve, eu vou, dou qualquer jeito. por favor, não desista agora.

18.6.10

meu ar

a experiência... a passagem, querer estar solto ao inesperado.
o viver e o morrer...
sentir-se viva.
poder tentar e conseguir...
amar.

15.6.10

comemore o que puder

afastada de toda aglomeração
barulhenta, falso patriotismo barato
crianças gritam:
pare de namorar e vem ver o jogo!
pra que ser normal?
mentir.
isso é contagioso... aparências para não se machucar mais.
não consegue mais ser quem gostaria de ser para o mundo.
nem eu mais me vejo. só quando estou em outro lugar...
quando estou com outra alma, desta vez, e depois de tanto
conflito, declarações. estou lá...
novamente ele tambem, meu quase gêmeo.
dois gênios tão difíceis em seu interior, e tão sentimentais, tão parecidos...
que apenas querem se unir até o fim!
amor é harmonia, sinfonia......
não quero mais silenciar isto. a pausa já passou, eu não quis deixa-la de lado como quase tudo que passa em minha volta,
não mais. quero constâncias e certezas, personalidades concretas desta vez.
por todas.
pra sempre.
o quanto precisar ser em mim.

13.6.10

no pequenos olhos do tudo ao nada
se viu na solitude a maior realidade sonhando acordada

6.6.10

e continuo contigo

reticencias persistentes e confrontantes,
com a antiga decisão que ainda circunda...
a dualidade de minha cor e ação.

5.6.10

can'te menina

tento tempo vento tinta
imita artista arteira, ator de sua própria história.
um caos vazio que envolve o seu mundo inteiro.
cabelos pelos momentos e pelas ruas e andares
pensares e apertos,
está tão perto que já não sabe como acontece.
presos nos olhos internos de um passado que não quer voar por agora.
enrolando-se nos ciclos de hoje, tímidos e incostantes, feito a vontade de
não querer mais. desculpa, está em um ponto tão fundo que a construção da saida é mais
complexa do que ficar. desistir, apenas? ah... como se fosse acabar num passar de horas...
é tão fácil, mas simplesmente não sabe porque, como explicar o que é.
o indefinível, o proibido tornando uma obrigação.
bom, deixa ela caminhar e conversando a gente se entende.
assim será? o tempo novamente dirá. e novamente irá, com ira e durabilidade de uma calma.
assim a alma se consola. e se isola por aí com outro alguém.
além.

24.5.10

tentativas do esquecer

10/05/2010
porque insiste tanto assim?
mais que mim mesmo em viver.
mais que minha pele em ser.
mais que detalhes tão simplórios,
que o próprio respirar faz-me perder.
tantas palavras se perdem também,
em rasuras, voares, pensares além...
o dever, perco o tempo a passar.
transmissões de sentires,
anos passados pela memória, me machucam.
fotrografadas na mente vão... voam,
em meus olhos fechados.
sigo sorrindo denovo.
mais uma vez, percebo.
enquadro no abstrato,
dos mais íntimos quereres.
da lágrima, às entranhas...
saio da sua vida,
para voltar sem saber.

★G.H
falta de concentração
excesso de informaçnao em uma só cabeça.
/desiste um pouco.
é. a liberdade sempr foi a melhor opção, começo achar que o problema é de tempos anteriores, é de criação.
preciso criar outros lares. capto a tristeza no meio em que vivo, em olhares.
este percurso está aos poucos, na maioria das vezes, voltando pro mesmo ciclo de erros.
não é culpa nossa, porque seguir um instinto maior, perdoar é tão complicado para semelhantes enxergarem,
ah, pennsamentos maldosos , na esperança que minha luz me leve adiante.
pois anjos não tem asas, estão aqui junto aos demonios terrestres.

22.5.10

decidir-se entre o certo conservadorismo
e a errada liberdade.

15.5.10

com pedras na mão
flores apertadas no coração
anda pelas ruas notando tantos detalhes
cores que antes não via,
formas que instigam ainda mais, pedem por ser registradas.
lembranças, memórias antigas que estão tão distantes, tão pequenas.
uma flor vermelha, solitária e tão bonita...disse a ela: estava com saudades de você.
mas com um certo medo, corre, não quis voltar atrás.
emocionou-se com aquilo, secou seus olhos assustados
e passou a correr para seu rumo paulista.
subiu no primeiro veículo que a levou perto de sua casa,
tudo tão grande, gelado, intimidando-a mesmo estando aonde mora, agora,
chora por dentro, melhor agora deslocar-se da multidão.
está tudo bem,
hallelluia.

13.5.10

leia-me

eu sei, mesmo, não deveria gastar meu tempo aqui,
mas algo é mais forte para desabafar e eternizar minhas palavras, mesmo que sem muita importância no tal momento agora. ou não.
por um instante o meu eu parece cada vez mais com sede de transcendência. ir além! poder gritar, em um som que a terra inteira consiga ouvir!
dizer que o mundo ainda não acabou! porra, eu acredito ainda no poder das pessoas! precisa-se sempre existir uma explicação resumida e concreta?
eu acredito que um dia a essencia pura e sentimental de cada um possa se aflorar sim!
e que não é um dom, algo divino, simplesmente é você, é a vida que estamos aqui presenciando, são nossas possibilidades e descobertas que podem trazer e mostrar belezas e raridades, expressões de todos os tamanhos, por que se escodem?
pra que querem tanto desestabilizar, desnivelar a sinceridade das pessoas, desestruturar, desiquilibrar, superficializar algo tão denso e complexo que é a sensibilidade humana!
ninguém quer pensar mais... só querem aproveitar, aproveitar, literalmente usar um ao outro usar até estragar e virar lixo. eai deixar lá, sujar sua mente e as ruas, os caminhos se tornam cada vez mais cheios, cheios de inutilidades, esquecimentos e descasos, preguiças, estagnos.
são meras cópias, rotinas, carimbos iguais, e invisíveis. que estão lá na tua cara todos os dias. e não se é prestado atenção.
é, e no meio de infindáveis idéias, paira a cultura, a educação. educar-se é o primeiro passo. já pensou nisso: ninguém quer mudar seus conceitos, simplesmente acrescentá-los, aprender e quem sabe: esquecer. deixar pra lá...
eai vem a sociedade, a política, a economia e blablabla, é onde mora o problema!
como explicar algo tão (chato) e caótico com.... a beleza das pessoas?
artisticamente falando, e em todos os sentidos, é algo cliché, piegas, banal, hãn..
mas o marketing aposta nesta ideia também, meu amor.
tudo que o outro quer é te enganar para se afirmar, para subir degraus. aumentar sua experiencia seja la qual for. e obviamente ganhar alguma coisa com isso, no caso, dinheiro.
mas e quando o que se ganha é conhecimento? o que se ganha é sentimento? o que se ganha é cultura. é troca. é algo que não tem como se comprar, muito menos vender. é algo que está dentro da sua mente. que...
ah, vou parar de conceituar
livre-se de pré informações que estão na moda moderna de ser, há
boanoite caro silêncio.
preciso trabalhar. [*]

12.5.10

é, não te amo mais.
ou menos, apenas odeio.



se afasta olhando nos olhos
mesmo que virtualmente.


espero que um dia isto compreenda.

10.5.10

como sair de uma rua sem saída?
como esquecer o inesquecível?
como explicar o que ninguém entende?
como continuar algo que já acabou?
como fugir do que está dentro de mim?

listening:
lullabye -
grizzly bear

7.5.10

metrir

sem comentarios, aparece
comento o que nem devia, ou poderia, risadas
fala até demais, o que aparenta o que não queria para si
códigos, simbolos na sua pele, perguntas
respostas em instantes, ciclos de informações constantes
felicidade momentânea, vontade de querer sua totalidade, potencialidade
até quando ficará nisto? talvez faça parte de sua história também.
tanta gente junta, uma massa que corre, caminha seu destino incessante, tantos corpos que se encontram para nunca mais se ver, ou quem sabe se ver na intencionalidade,
subjetiva que pairam na retina mais uma vez.
ah, palavras não estão ajudando agora, confundem, desabam, transbordam pelos dedos.
são só pensares, andares, olhares medrosos, incertezas, idéias, liquidez
rapidez de mais uma vivência experimentada por aqui, do exterior, interiormente...
[?]
dá licença.
beijosmedeixa.
chega de conversa, vem me sentir.

1.5.10

jardins suspensos

criar para o mundo.


qualquer animal ensina filhotes a voar, nadar, caçar, viver para fora.
mas se o cercam para dentro, quando sair do esperado social, é uma criminalidade ser quem se quer.
onde este mundo está? tão lento assim, só passa superficialmente o tempo, conhecidos,
até quem mais intimo parecia, quando sem opções, some novamente, faz sua vida longe daqui também.
opções descartadas, outras vidas parecem ainda melhores sem ter motivo expecífico.
sim, é relativo, mas pensar é inevitável,
deixa, a solitude faz bem para alma. é? humano.
pede e resta descansar para recomeçar uma nova era,
uma semana culturalmente diferente quem sabe, é sua saída consolação ao paraíso.

30.4.10

desrime

palavras presas tentam achar significantes e significados para tal.
por tanto que quis, chegou
está avoada preguiçosa ainda
feito uma rosa colorida a desabrochar-se na chuva.

20.4.10

está longe, sem graça,
respiro e preciso de novidades futuras.
com sede de possibilidades alternativas, vou.

rasgando cores para o novo aparecer.

14.4.10

- pode ir, eu fico aqui tranquila, vai embora então.
ela diz.
ele se vai.

mas na verdade sentia fortemente dentro dela:
- fica, por favor! o tempo que for.
e me salva deste aperto de uma vez por todas?

11.4.10


"...and I could be another fool or an exception to the rule,
you tell me the morning after
crooked spin can't come to rest,
I'm damaged bad at best.
she'll decide what she wants
I'll probably be the last to know,
no one says until it shows and you see how it is.
they want you, or they don't...
say yes"
[elliot smith]

5.4.10

eco oco

-- querendo entrar em concordância...
errada; tá tudo errado.

então, vamos? da consistência...inconstância.
não, esteja pois, enganado. --


[...]como dizer adeus
para algo que
sempre estará de alguma
forma
em
ti?
[*]

3.4.10

eres...

"não sei quantas almas tenho.
cada momento mudei.
continuamente me estranho.
nunca me vi nem acabei.
de tanto ser, só tenho alma.
quem tem alma não tem calma.
quem vê é só o que vê,
quem sente não é quem é,

atento ao que sou e vejo,
torno-me eles e não eu."

Fernando Pessoa, gênio.

28.3.10

"agora está tão longe, vê,
a linha do horizonte me distrai...
[...]
agimos certo sem querer, foi só o tempo que errou..."
[vento no litoral]
é feito do que isto aqui, mesmo?
de lírios.


com_preenda-me, solte-a. _ _ _ _ _ _ _
eu não mudei, só evolui!
até pokemons e doenças evoluem.
hehehê
ok, piadas a parte, tenho trabalhos, obrigações pela frente, faculdade.
sonhos...aiai (:
felizmente coisas interessantes e boas de se fazer.
pena que meio que de ultima hora. acontece. quase sempre...
só não quis postar algo meio monótono e sério neste instante.
atémais(escre-ver.

24.3.10

vida de plástico

saturada e mais consciente possível.
atordoada de tantos círculos.
quer de fato: mais linhas retas rumo ao infinito.
elevadas e crescentes, concretas, definidas...
importantes.
ainda está pontilhada, incompleta, com um grande vazio no meio dela.

cansa-se de agradar a felicidade dos outros.
e o papel verdadeiro dela nesta história toda?
para que tantos fingimentos e enganos, pra que esperar tanto tempo assim?

digitalizando por estar mais perto de tudo, e do nada também.
luzes distantes salvam sua alma, de alguma forma, para não desabar, cair e machucar-se neste complexo abismo.
sua missão, ah, tanta informação, perde-se.
mas o objetivo está um tanto quanto claro, sua linha não acaba aqui.
ela está muito mais longe do que imaginam- na.
mesmo que não aceitem, acreditem, achem um absurdo, pode pensar ou sentir o que for.
ela precisa encontrar, quisera este ano, um rumo para todo este emaranhado.
invisível, interior. que a principio aparenta, porém demasiadamente incomoda quando cutudado, não há mais como esconder.
precisa voar, necessita como ninguém.
e não vão mais segurá-la desta vez.
me desculpe a indelicadeza, a pura verdade precisa ser prosseguida adiante, mesmo que com sua solitude. nada mais a segura, irá até o fim desta idéia.
porque: para achar soluções ao próximo, primeiro, entenda e saiba quem és.

19.3.10

sumindo um pouquinho...

16.3.10

algo aconteceu.
impaciente desânimo, engano interior.
orgulho de estar começando a dedicar-se, daquilo que gosta e aprecia.
querer e desquerer persiste.
fugitiva apaixonada, mentirosa.
tantos adjetivos escapam de seus olhos, escondendo sua beleza em um tecido mal acabado.
uma história com poucas folhas terminadas enfim, o livro começou a ficar pesado, lento,
vire, tardando. tente não mais falhar.
e esta tecnologia consola, afasta, ilude.
faz nos esquecer de fatos tão antigos e belos, que perdemos tempo novamente, seguindo como mais um dia perdido. de alguma forma, algum jeito, alguma luz, esperante. esperarte. esperame.

15.3.10

não fale do que eu deveria ser...

sentimento ambíguo paradoxal renasce.
me persegue e consome, mentir e fugir aos poucos se torna cada vez mais dolorido.
de um jeito, pois, percebo que o receio sempre foi mais forte, impediu-me de soltar as amarras. sinto que até escrevo menos, perdi algumas inspirações, loucuras.
teria que arriscar totalidades já concretizadas desde minha infância. por uma vontade desvastadora, teoricamente recente.
a fome de ir atrás disso me aperta, queria quem sabe, que todo esse aperto e impossibilidades pudessem melhorar a situação com meus arredores e familiares.
dizem que precisamos experimentar todos os caminhos para podermos distinguir e conhecer a verdade absoluta. mas, o que é mesmo real, não dá pra sentir quando conhecemos primeiramente? talvez não, ou talvez alma diga que sim.
esperarei então, para me estabelecer e decidir, estudar, conhecer partes e todos, aprendizados enfim.
me desculpe as inconstâncias, bobagens, mancadas ingênuas. estou aqui pedindo salvações inconscientes. concomitantemente, desencanada. em outra estação.
pessoas, lugares, temperamentos, experiências, paciência.
mas ainda assim algo me fala que esse sentido não quer passar.
discretamente guardarei. a descoberta também pode acontecer com cautela, planejamento, de um sonho de voar, precisamos primeiro construir as bases para pousar tranquila, e feliz.

13.3.10

julieta v.
el espejo que da su reflejo en todo
lo pinta tal como es,
mi cuerpo que no tiene peso
si escucho tu voz llamandome
y yo se que tienes miedo
y no es un buen momento para ti
y para esto que nos viene sucediendo,
pero eres para mi.
me lo ha dicho el viento,
lo oigo todo el tiempo,
eres para mi.

10.3.10

Muitas vezes o coração
Não consegue compreender
O que a mente não faz questão
Nem tem forças pra obedecer
Quantos sonhos já destruí
E deixei escapar das mãos
Se o futuro assim permitir
Não pretendo viver em vão

Meu amor não estamos sós
Tem um mundo a esperar por nós
No infinito do céu azul
Pode ter vida em Marte...
Meu bem, vamos viver a vida
Então vem, senão eu vou perder quem sou
Vou querer me mudar.. para uma outra além daqui.


-life on mars-

1.3.10

mud andanças
secura doce e plenamente n'ela.

23.2.10

c'alma inquieta

o cristal engana, pode perder a graça, mais ainda é belo e confiável de alguma forma. mesmo rachado, quebradiço.
na realidade,amor, dói. espere. ele saberá entender.
nada é para sempre porque está sofrendo sempre também, em constante renovação de suas essências.
até chegar ao fim. e denovo recomeçar, seja do mesmo ponto, ou outro caminho, olhar.
desconhecidos parecem compartilhar melhor, mas se misturam novamente,
e somem, dissolve, seja persistente.
salve-se em seu mundo ao menos. algo ainda pode mudar, mesmo que não seja si próprio.
em sua arte. brilho interno.
a criatividade, a criação humana existe por nada mais que o enfrentamento de nossos bloqueios inconscientes.
e estão nos testando a cada instante.
a voar, avoada.


boanoite.

13.2.10

e assim caminha a humanidade.
tempestade. saudade. caridade. identidade.
pensamento, sentimento, entendimento, temperamento. tempo.
felicidade.

7.2.10

o sino tocou.
observa lembrando de algo que não teve, apenas sabe. ouve, sente. toca o coração também.
pois talvez em alguma época aconteceu. ainda está longe, seja adiante ou antigamente, mas parece ter estido lá.
passou.
em mais um dia rotineiro feito escrito em um livro de opções
desentendimentos onde um cede, outro obedece, ouve, finge.
reclama e fala, lembra, ri, consente, calado. demora...
-barulho-
e passa. calma. tranquilo.
promessas que devem ser discretamente esperadas.
e enfim conservar as partes boas e dá-las continuidade, sem medo do que pode vir.

4.2.10


esperançadediasmelhores, organizando em simples ir, se consegue, a seguir.

25.1.10

diasestranhos

por isso irresisti. aca estou nova-mente.
sem grandes animações, pretexto de preguiça
o orgulho imutável de uns, desisto
sigo minha vontade de ficar e ir além
porém ainda na minha
sei que por enquanto é desesperador
sei que parece distante talvez
sei que detalhes ainda são tão abstratos
sei que soa confuso aos olhos de quem não está
sei que muita construção há por vir
sei que denovo repito mas dessa vez terá continuidade, teimosia quem sabe
sei que pouca sabedoria tenho
sei que tudo, nada sei, nada
por mais cliché, é, confesso, nada.

ou um pouco, aprendendo estive, estou, estarei...
os tempos são outros, meu bem.


preciso mudar o roteiro, este filme já começa a ficar meio sem noção de rumo.